Porque eu parei o anticoncepcional – e porque voltei a tomar

Hoje eu vim compartilhar com vocês minha experiência com anticoncepcional hormonal – a famosa pílula. Mas caso você não queira ler textão, vou começar logo pela moral da historia: não acredite cegamente em tudo que você lê pela internet, pelo menos quando se trata de saúde!
anticoncepcional
Eu tomei o mesmo anticoncepcional por 9 anos, uma das poucas pílulas feitas para uso contínuo disponíveis no mercado – sim, eu fiquei quase uma década sem menstruar, que maravilha. Até que no ano passado, de tanta gente falando de como a pílula fazia mal e de que tinham outras alternativas melhores, acabei entrando para um grupo de discussão sobre o assunto e foi aí que a coisa toda começou: de acordo com o discurso e relato das meninas nesses grupos, aparentemente todos os problemas femininos eram causados pela pílula – ok, um pouco de exagero da minha parte, mas era algo assim. Do jeito que a coisa era colocada, era como se tudo fosse melhorar para quem parasse. Depois de um tempo lendo e estudando especificamente o método sintotermal (bem popular entre quem quer engravidar, mas o que não é o meu caso), decidi que ia parar. Afinal de contas, baseado nos depoimentos, todos os meus problemas com retenção de líquido, dificuldade para emagrecer, queda de cabelo e quiçá até mal humor eram causados pela pílula – aquela que eu tomava a 9 anos e que nunca tinha me dado nenhum efeito colateral. Influenciável, eu?
Bom, aguentei por pouco mais de 3 meses. Ficar menstruada não é confortável – sim, é uma questão meio psicológica mas depois de quase uma década não ia ser fácil mesmo me acostumar né? Só que junto com isso, veio cólica (não muito forte é verdade), uma TPM que foi aumentando a cada mês, e meu cabelo começou a cair ainda mais – como se isso fosse possível! Nesses 3 meses eu não emagreci uma grama, comecei a inchar mais ainda do que o habitual – provavelmente por conta da variação hormonal – e o pior, todas as espinhas que eu não tive na minha vida, nem na adolescência, resolveram aparecer.
Além disso, o método sintotermal não é tão fácil de acompanhar como parece. Apesar de já terem aplicativos ótimos para o tracking dos dados – como o Clue e o Natural Cycles, para ele funcionar você precisa seguir algumas regras rígidas para a medição da temperatura. Tem que ter um ciclo de sono muito certinho, e nem pensar em levantar para ir ao banheiro logo que acorda. Abriu os olhos, a primeira coisa é medir a temperatura – esqueceu, já era! Não dormiu o mesmo tanto de horas? Já era também. Bebeu? Já era. Ficou resfriada? Já era.

Nesse post aqui eu conto com mais detalhes como foi usar o método sintotermal com os aplicativos Natural Cycles e Kindara.

Voltei na minha médica e o resultado foi que eu voltei para a pílula, a mesma que eu tomava antes. Voltei a tomar e automaticamente quase tudo voltou ao normal – quase, pois a minha pele continua de adolescente, mesmo após quase dois meses.
O anticoncepcional pode fazer mal para algumas pessoas mesmo, mas tem gente que se adapta super bem a ele e não é crime nenhum tomar e se sentir bem com isso. E a lição que eu aprendi foi essa – não acreditar em tudo o que falam pela internet, pois nem sempre o que funciona para um, funciona para todo mundo, em especial quando se trata de saúde!
P.S. 1: Mas em mim vocês podem acreditar hein! rsrsrs Meus relatos são sinceros! rsrs
P.S. 2: Uma alternativa que eu acho interessante, mas não usei por conta do longo prazo de duração, que achei que não compensaria para mim é o Mirena. A Nicas fez um post legal contando a experiência dela com ele.

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